Jornalismo Contemporâneo é tema de debate

Por Janayde Gonçalves e Águeda Cabral

O grupo de Pesquisa Jornalismo e Contemporaneidade esteve presente no “Seminário Nacional 200 Anos da Imprensa no Brasil”, realizado entre os dias 18 e 20 no Auditório Benício Dias do Museu do Homem do Nordeste, da Fundação Joaquim Nabuco, em parceria com o Governo do Estado de Pernambuco.

As mesas “Jornalismo contemporâneo: novas fronteiras” e “Imprensa e formação de opinião”,  foram realizadas no dia 19,  às 9h30 e às 15 horas, com participação, como palestrantes, de (entre outros jornalistas e especialistas no tema) Sérgio Amadeu da  Silveira, Carlos Marchi, Dad Squarisi, Ancelmo Góis, Ricardo Noblat,Teresa Cruvinel e Eliane Cantanhêde.

Não são somente as coleções de jornais antigos que estão desaparecendo, os próprios jornais, da atualidade, estão com os dias contados, segundo os palestrantes da mesa “Jornalismo contemporâneo: novas fronteiras”, às 9h30 do dia 19 de junho . Para Sérgio Amadeu da Silveira (professor da Faculdade Cásper Líbero), Ricardo Noblat (jornalista) e Pierre Lucena (professor da UFPE), a internet, com o surgimento dos blogs, tende a substituir os jornais impressos, na preferência dos leitores, por ser um meio de informação mais rápido da notícia chegar aos seus conhecimento, e de uma forma mais compacta, em textos mais curtos e com mais precisão, até. “Sou muito mais rigoroso hoje em dia na apuração dos fatos, com minhas fontes, quando escrevo no meu blog do que quando trabalhava em jornal”, informou Ricardo Noblat, em sua palestra.

O debate girou em torno de convergência digital, controle da mídia por grandes corporações (indústria das telecomunicações e do entretenimento) e a notícia na Internet. Sérgio Amadeu falou da Sociedade em rede (Castells), a infraestrutura (super) que está se criando nos conglomerados de mídia, a economia da atenção, números de acessos em sites no mundo e no Brasil, a tradição que se rende à Internet (câmara dos lordes no You Tube), Obama no Twitter, etc.
Ricardo Noblat disse que não era a favor do diploma de jornalismo para exercer a profissão; que tinha atuado inicialmente sem diploma, depois se formou em jornalismo, mas que era importante uma formação humanista; que agora, com a Internet, o jornalista tem um trabalho infinitamente maior para apurar os fatos por causa do retorno imediato dos internautas (repercussão mais rápida da notícia -polêmica, erros-, leitores mais bem informados por causa da oferta de informação, etc).

(Com site da Fundaj)

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