Artigo | O ensino da comunicação organizacional na sociedade em rede: reflexões e desafios

O presente artigo se propõe a uma reflexão acerca do ensino e da prática da comunicação organizacional, mais especificamente, da assessoria de imprensa, em tempos de ubiquidade. Trata-se de pensar o papel e os desafios da academia na formação de jornalistas para um campo que, segundo dados da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), emprega 70% dos profissionais recém-formados. A partir de um olhar multidisciplinar faz uso de aportes referentes à sociedade em rede, à comunicação organizacional e do ensino do Jornalismo. Esta comunicação identifica a urgência dos conteúdos multidisciplinares, diante da pluralidade de saberes exigidos, e de uma discussão política sobre a comunicação social enquanto campo de produção de sentidos, inclusive na comunicação organizacional.

Autores:

Heitor Costa Lima da Rocha, Pós-doutor em Comunicação pela Universidade da Beira Interior (UBI). Doutor em Sociologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Mestre em Ciência Política pela UFPE. Bacharel em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). Professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e do Departamento de Comunicação Social da UFPE. E-mail: hclrocha@gmail.com.

Nataly de Queiroz Lima,  Doutoranda em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Mestre em Extensão Rural e Desenvolvimento Local pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Especialista em Ciência Política pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). Bacharel em Comunicação Social/Jornalismo pela UNICAP. Professora das Faculdades Integradas Barros Melo (FIBAM/AESO). E-mail: queiroz.nataly@gmail.com.

Download: O ensino da comunicação organizacional na sociedade em rede: reflexões e desafios

 

Capítulo de livro| Direitos em bytes: estratégias de comunicação mediadas por tecnologias para a mobilização em prol de direitos humanos

Derechos Humanos Emergentes y Periodismo é uma publicação do Departamento de Periodismo II da Universidad de Sevilla, em colaboração com a Junta de Andalucia. O livro foi organizado pela Equipo de Investigación de Análisis y Técinica de la Informacion, e tem o capítulo 44 assinado pelos professores Heitor Costa Lima da Rocha e Nataly de Queiroz Lima.

Confira o Capítulo completo Direitos em bytes: estratégias de comunicação mediadas por tecnologias para a mobilização em prol de direitos humanos

Profissionais do Grupo de Pesquisa Jornalismo & Contemporaneidade participam do SPBJor, em Mato Grosso do Sul

Quatro integrantes do Grupo Jornalismo & Contemporaneidade marcarão presença com apresentação de artigos durante o 13º Encontro Nacional de Pesquisadores de Jornalismo (SPBjor), que acontece de 4 a 6 de novembro em Campo Grande-MS.

13 SBPJor

Na manhã do dia 6 de novembro apresentam trabalhos a jornalista Renata Echeverria, com o artigo: Quando o Estado do Maranhão virou Sergipe no Jornal Nacional: uma análise do discurso do Nordeste no telejornal da Globo; Giovana Mesquita, que trata das mudanças provocadas pela web na rotina do jornalista com o trabalho: Escutar, responder, identificar tendências: como a audiência potente muda a rotina do jornalista; e Kellyanne Carvalho Alves, que abordará as mudanças na cenografia do telejornal para aproximação com o público no artigo Jovens do Brasil do Jornal Hoje: uma análise da cenografia no gênero discursivo telejornal.

Na tarde do mesmo dia seis de novembro, Alfredo Vizeu e Laerte Cerqueira discorrerão sobre a apropriação de processos didáticos pelo telejornal para inserir o público nas realidades com o trabalho 65 anos de televisão: o conhecimento do telejornalismo e a função pedagógica.


Confira os resumos, datas e locais de apresentação dos trabalhos no 13º Encontro do SBPJor:

  • 6 DE NOVEMBRO .:. 8h às 12h

Mesa 16 – Sala 20

Quando o Estado do Maranhão virou Sergipe no Jornal Nacional: uma análise do discurso do Nordeste no telejornal da Globo
Autoria: Renata Echeverria

Resumo: Este artigo propõe analisar como é construído o discurso da Região Nordeste do Brasil, no telejornal de maior audiência do país, o Jornal Nacional da Rede Globo. Partiremos das análises das notícias exibidas no JN, nos meses de fevereiro e março, de 2015, investigando seus temas, enquadramentos e seleção, apoiados nas Teorias do Jornalismo, das Representações Sociais e em alguns conceitos da Análise do Discurso (AD), para tentarmos construir uma ideia de “Nordeste” construída no telejornal. Numa tentativa de traçar um diálogo possível entre as teorias propostas, pesquisaremos a construção de um “Nordeste que “passa” na TV. Em nossas análises evidenciamos o quanto a televisão contribui para a formação de um “modelo” de discurso previsível, mas, acreditamos que a TV pode, ao mesmo tempo, potencializar transformações nos seus modelos de representações.

Jovens do Brasil do Jornal Hoje: uma análise da cenografia no gênero discursivo telejornal
Autoria: Kellyanne Carvalho Alves

Resumo: O trabalho apresenta uma análise da cenografia instaurada pelo formato do quadro “Jovens do Brasil”, do Jornal Hoje, telejornal da Rede Globo. Este artigo adota os estudos da Análise do Discurso (AD) de linha francesa, especificamente os conceitos e métodos desenvolvidos nas obras de Maingueneau (2004, 2006, 2008), para embasar as métricas lançadas ao objeto estudado. O objetivo é investigar de que maneira a cena de enunciação do telejornal incorpora e/ou simula a presença e copresença do seu coenunciador a partir dos espaços dialógicos e interativos das redes sociais. Na análise observa-se que a cenografia instalada pelo enunciador, o telejornal, é uma tentativa de incorporar e fidelizar o maior número de coenunciadores online a participarem do processo produtivo da notícia. Com isso, tenta criar uma aproximação com a sua audiência.

Mesa 13 – Sala 17

Escutar, responder, identificar tendências: como a audiência potente muda a rotina do jornalista
Autoria: Giovana Mesquita

Resumo: O artigo foi construído a partir da pesquisa de campo no jornal mais antigo em circulação da América Latina, que fica sediado no Recife, capital do Estado de Pernambuco, no Brasil. Em um momento de transformações no jornalismo, entendíamos a importância da imersão na “fábrica” onde se produz a notícia – a redação -, para acompanhar, no dia a dia, as mudanças ocasionadas pelas novas formas de relacionamento entre audiência e jornalismo, pós a Web 2.0, que acabam estabelecendo modificação nas rotinas produtivas, fazendo com que os jornalistas assumam novos papeis. O objetivo do artigo, portanto, é refletir sobre novos perfis profissionais que surgem nas redações, a exemplo do Editor de Mídias Sociais e sobre as novas rotinas produtivas que emergem da relação entre o jornalista e o que denominamos audiência potente.

  • 6 NOVEMBRO – 14h às 18h

Comunicação Coordenada 6 – Sala 12

65 anos de televisão: o conhecimento do telejornalismo e a função pedagógica.
Autoria: Alfredo Vizeu, Laerte Cerqueira

Resumo: Os manuais de redação revelam que entre as principais características do  Telejornalismo está o texto claro, objetivo, preciso, num diálogo permanente com imagens. Entendemos que essa é só parte de um processo de construção da realidade, representação social dela e, consequente, compreensão do mundo. Neste trabalho, discorremos sobre a função pedagógica do Jornalismo e o que chamamos de processos didáticos, que são apropriados pelos telejornais para inserir público nas realidades e fornecer conteúdo para vida em comunidade. Com exemplos de reportagens exibidas no Jornal Nacional, da Rede Globo, identificamos que, para isso, recorre-se ao textual, ao imagético, aos recursos gráficos, ao rigor do método de apuração e a união de todos esses elementos. O destino desse material produzido e reproduzido pelos telejornalistas é uma audiência ávida por um conhecimento específico, que a insere no mundo dos fatos.