Profissionais do Grupo de Pesquisa Jornalismo & Contemporaneidade participam do SPBJor, em Mato Grosso do Sul

Quatro integrantes do Grupo Jornalismo & Contemporaneidade marcarão presença com apresentação de artigos durante o 13º Encontro Nacional de Pesquisadores de Jornalismo (SPBjor), que acontece de 4 a 6 de novembro em Campo Grande-MS.

13 SBPJor

Na manhã do dia 6 de novembro apresentam trabalhos a jornalista Renata Echeverria, com o artigo: Quando o Estado do Maranhão virou Sergipe no Jornal Nacional: uma análise do discurso do Nordeste no telejornal da Globo; Giovana Mesquita, que trata das mudanças provocadas pela web na rotina do jornalista com o trabalho: Escutar, responder, identificar tendências: como a audiência potente muda a rotina do jornalista; e Kellyanne Carvalho Alves, que abordará as mudanças na cenografia do telejornal para aproximação com o público no artigo Jovens do Brasil do Jornal Hoje: uma análise da cenografia no gênero discursivo telejornal.

Na tarde do mesmo dia seis de novembro, Alfredo Vizeu e Laerte Cerqueira discorrerão sobre a apropriação de processos didáticos pelo telejornal para inserir o público nas realidades com o trabalho 65 anos de televisão: o conhecimento do telejornalismo e a função pedagógica.


Confira os resumos, datas e locais de apresentação dos trabalhos no 13º Encontro do SBPJor:

  • 6 DE NOVEMBRO .:. 8h às 12h

Mesa 16 – Sala 20

Quando o Estado do Maranhão virou Sergipe no Jornal Nacional: uma análise do discurso do Nordeste no telejornal da Globo
Autoria: Renata Echeverria

Resumo: Este artigo propõe analisar como é construído o discurso da Região Nordeste do Brasil, no telejornal de maior audiência do país, o Jornal Nacional da Rede Globo. Partiremos das análises das notícias exibidas no JN, nos meses de fevereiro e março, de 2015, investigando seus temas, enquadramentos e seleção, apoiados nas Teorias do Jornalismo, das Representações Sociais e em alguns conceitos da Análise do Discurso (AD), para tentarmos construir uma ideia de “Nordeste” construída no telejornal. Numa tentativa de traçar um diálogo possível entre as teorias propostas, pesquisaremos a construção de um “Nordeste que “passa” na TV. Em nossas análises evidenciamos o quanto a televisão contribui para a formação de um “modelo” de discurso previsível, mas, acreditamos que a TV pode, ao mesmo tempo, potencializar transformações nos seus modelos de representações.

Jovens do Brasil do Jornal Hoje: uma análise da cenografia no gênero discursivo telejornal
Autoria: Kellyanne Carvalho Alves

Resumo: O trabalho apresenta uma análise da cenografia instaurada pelo formato do quadro “Jovens do Brasil”, do Jornal Hoje, telejornal da Rede Globo. Este artigo adota os estudos da Análise do Discurso (AD) de linha francesa, especificamente os conceitos e métodos desenvolvidos nas obras de Maingueneau (2004, 2006, 2008), para embasar as métricas lançadas ao objeto estudado. O objetivo é investigar de que maneira a cena de enunciação do telejornal incorpora e/ou simula a presença e copresença do seu coenunciador a partir dos espaços dialógicos e interativos das redes sociais. Na análise observa-se que a cenografia instalada pelo enunciador, o telejornal, é uma tentativa de incorporar e fidelizar o maior número de coenunciadores online a participarem do processo produtivo da notícia. Com isso, tenta criar uma aproximação com a sua audiência.

Mesa 13 – Sala 17

Escutar, responder, identificar tendências: como a audiência potente muda a rotina do jornalista
Autoria: Giovana Mesquita

Resumo: O artigo foi construído a partir da pesquisa de campo no jornal mais antigo em circulação da América Latina, que fica sediado no Recife, capital do Estado de Pernambuco, no Brasil. Em um momento de transformações no jornalismo, entendíamos a importância da imersão na “fábrica” onde se produz a notícia – a redação -, para acompanhar, no dia a dia, as mudanças ocasionadas pelas novas formas de relacionamento entre audiência e jornalismo, pós a Web 2.0, que acabam estabelecendo modificação nas rotinas produtivas, fazendo com que os jornalistas assumam novos papeis. O objetivo do artigo, portanto, é refletir sobre novos perfis profissionais que surgem nas redações, a exemplo do Editor de Mídias Sociais e sobre as novas rotinas produtivas que emergem da relação entre o jornalista e o que denominamos audiência potente.

  • 6 NOVEMBRO – 14h às 18h

Comunicação Coordenada 6 – Sala 12

65 anos de televisão: o conhecimento do telejornalismo e a função pedagógica.
Autoria: Alfredo Vizeu, Laerte Cerqueira

Resumo: Os manuais de redação revelam que entre as principais características do  Telejornalismo está o texto claro, objetivo, preciso, num diálogo permanente com imagens. Entendemos que essa é só parte de um processo de construção da realidade, representação social dela e, consequente, compreensão do mundo. Neste trabalho, discorremos sobre a função pedagógica do Jornalismo e o que chamamos de processos didáticos, que são apropriados pelos telejornais para inserir público nas realidades e fornecer conteúdo para vida em comunidade. Com exemplos de reportagens exibidas no Jornal Nacional, da Rede Globo, identificamos que, para isso, recorre-se ao textual, ao imagético, aos recursos gráficos, ao rigor do método de apuração e a união de todos esses elementos. O destino desse material produzido e reproduzido pelos telejornalistas é uma audiência ávida por um conhecimento específico, que a insere no mundo dos fatos.

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Professor Alfredo Vizeu lança livro durante o 13º Encontro da SPBJor

O Professor Alfredo Vizeu, coordenador do Grupo de Pesquisa Jornalismo & Contemporaneidade (PPGCOM/UFPE), lança na noite do dia 5 de novembro de 2015, em Campo Grande-MS, o livro Audiência Presumida. A obra, editada em parceria com a Rede de Pesquisa em Telejornalismo, será apresentada durante o 13º Encontro Nacional de Pesquisadores de Jornalismo (SBPJor).

Audiência Presumida é, na verdade, uma reedição de O lado oculto do telejornalismo (2005). Vizeu esclarece que a reedição deve-se ao fato de o tema central do livro, que é audiência presumida, tenha passado despercebido para muitas pessoas. “Minha preocupação foi trazer para hoje um tema que eu já havia trabalhado, mas que não dei o destaque que deveria. Hoje penso em retomá-los, em rediscuti-los”, explica o professor.

Ele acrescenta que, mesmo 10 anos depois, o livro mantém-se atual e “válido ainda hoje em trabalhos não só do telejornalismo, da televisão aberta ou fechada, como na própria web”. O conceito de audiência presumida proposto pelo por Alfredo Vizeu sugere que o jornalista, quando vai elaborar a matéria, já tem um olhar sobre seu público.

 “Na verdade, nós todos temos uma presunção ao falarmos com alguém. Antes de conversar com uma pessoa, você olha para ela e já tem uma série de informações a partir de suas características físicas e culturais que dispõe”, exemplifica o professor.

“Os jornalistas constroem antecipadamente a audiência a partir da cultura profissional, da organização do trabalho, dos processos produtivos, dos códigos particulares (as regras de redação), da língua e das regras do campo das linguagens para, no trabalho da enunciação produzir discursos. E no trabalho que os profissionais do jornalismo realizam, ao operar sobre os vários discursos, resulta em construções que, no jargão jornalístico, podem ser chamadas de notícias” (trecho da obra).

Integrantes do grupo Jornalismo & Contemporaneidade participam do Congresso da Intercom Rio 2015

O congresso da Intercom será pela primeira vez na UFRJ, no ano em que a instituição completa 95 anos, e a formação da primeira turma do Curso de Jornalismo da antiga Universidade do Brasil, que deu origem, em 1967, a Escola de Comunicação, 55 anos!

De 3 a 7 de setembro, pesquisadores e estudantes de jornalismo estarão reunidos no Campus da Urca, em torno da reflexão sobre a relação Comunicação e Cidade Espetáculo, no ano em que também a cidade, sistematicamente palco de megaeventos na última década, completa 450 anos.

Os pesquisadores do grupo Jornalismo & Contemporaneidade, da UFPE, enviaram artigos e tiveram suas participações confirmadas. O professor Alfredo Vizeu e a doutoranda Renata Echeverria apresentarão o trabalho intitulado: 65 anos de telejornalismo: eu vi um Pernambuco na TV, sobre a representação social de Pernambuco no Jornal Nacional. Foi realizado um levantamento das notícias exibidas no telejornal em 2010 e 2011 e posteriormente criada uma categorização das reportagens exibidas. O artigo também faz uma análise dos 65 anos da implantação da TV no Brasil.

A Doutora Giovana Mesquita abordará como se dá o envolvimento da audiência nos processos de produção da notícia, e como as notícias contribuem para o entendimento do cotidiano cada vez mais complexo de nosso dia-a-dia. Com o artigo: Já não se faz notícia como antigamente: as mudanças que a audiência tem provocado na relação com o jornalismo, Mesquita discutirá o importante processo de mudança que vem acontecendo no jornalismo atualmente e como se dá a participação cada vez mais massiva da audiência com o acesso a Internet e aos dispositivos móveis.

O pesquisador e orientando do Professor Vizeu, Antônio Pinheiro, integrará o GP de Teorias do Jornalismo com o trabalho: Sol, Suor e Mar: o Nordeste brasileiro no caderno de turismo da Folha de S. Paulo.

Integrantes do grupo Jornalismo & Contemporaneidade fazem intercâmbio na Europa

Os estudantes de graduação em jornalismo da UFPE, Caíque Luiz e Marcos Carvalho, participantes do grupo de pesquisa Jornalismo & Contemporaneidade, estão realizando intercâmbio em Portugal. Eles foram selecionados através do Programa de Bolsas Luso-brasileiras do Santander Universidades e possuem previsão de passar todo o primeiro semestre no velho continente.

Caíque Luiz se encontra na Universidade do Porto e está cursando as disciplinas de Jornalismo Audiovisual, Relações Públicas, Comunicação Política e Relações Internacionais. Segundo ele, “essas disciplinas servem para ampliar o conhecimento sobre o campo no qual quero atuar, que são os de rádio e, principalmente, TV. Além de conhecer mais sobre o campo da assessoria de imprensa (…), fico curioso em saber como os assessores trabalham em gestão de crise, orientação de releases e manipulação de informação”.

Em meio aos estudos, o graduando está aproveitando a oportunidade e desenvolvendo, em paralelo, um estudo sobre a atuação das redes sociais, mais precisamente o Facebook, na relação política. A pesquisa é “na perspectiva de como os partidos políticos, os assessores de campanha, trabalham em cima do seu candidato e na imagem dele dentro das redes sociais. Pretendo fazer um artigo com isso e apresentar no próximo Intercom Nacional”, complementa.

As perspectivas de Caíque são as melhores possíveis com relação a essa nova experiência. Ele espera que essa passagem por Portugal se concretize em um diferencial. “Eu quero voltar para o Brasil com uma bagagem de conhecimento muito maior. Quero aprender muita coisa aqui e já estou aprendendo. Acredito que esse intercâmbio vai abrir portas para o meu futuro profissional e se eu tiver uma experiência (um estágio) vai ser melhor ainda”, finaliza.

Já Marcos Carvalho está na Universidade Nova de Lisboa, na capital portuguesa. Mais focado em produção de conteúdo, ele está cursando as disciplinas de Produção e Realização Jornalística, Atelier de Jornalismo Televisivo e Atelier de Ciberjornalismo. “Há ainda a pretensão de realizar cursos livres de Jornalismo de Dados, Jornalismo Cultural e Produção e Programação para WebTV. Oportunidades serão sempre bem vindas”, detalha.

Ele também avalia de forma positiva o intercâmbio. A inserção em novas culturas traz consigo uma olhar diferenciado. “A experiência de intercâmbio é sempre proveitosa na medida que você conhece novas culturas e insere-se no seu modo de pensar o conhecimento e a prática. Creio que sairei enriquecido no aspecto humano, como também no profissional”, afirma.

Embora não estejam territorialmente muito próximos, Caíque e Marcos ainda pretendem desenvolver juntos um programa audiovisual para a internet. Esse projeto foi pensado ainda no Brasil, para ser executado em Portugal. Intitulado como “Próxima Parada” o projeto, ainda em fase de produção, é um programa voltado para o lado histórico de pontos turísticos religiosos.